sábado, 11 de dezembro de 2010

RECITAL "UMA NOITE DE GALA"


        Aqui está o resultado de meses de trabalho e muito ensaio. 
    No dia 08 de dezembro, na casa CECY, foi realizado meu primeiro recital solo. Foi um evento emocionante, fiquei muito feliz de ter conseguido passar ao público a emoção das músicas que cantei.
   Meu repertório foi de músicas eruditas, cantei algumas Árias Italianas, Chansons (francês), Lieder (alemão), músicas brasileiras e canções espanholas, entre elas "Granada". Para encerrar cantei com o quarteto "Os Seresteiros" a canção natalina "Oh Holy Night".
      Muito obrigado a todos que incentivaram, apoiaram, colaboraram, torceram, e estiveram presentes.

E até a próxima! 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MARIA CALLAS

     
    Essa é a renomada soprano lírico, Maria Callas. Sua influência na arte do canto entrou pra historia por sua eximia capacidade de interpretação, mas esse nome representou muito mais do que a maioria de nós sabe ou consegue entender. Para compreender sua importancia é necessario recapitular um pouco da historia da técnica que Callas usava, o Bel Canto.
    Bel Canto ou belo canto, do italiano, denomina toda uma tradição técnica , vocal e interpretativa a qual teve origem no final do século XVII e alcançou seu auge no inicio do seculo XIX durante a época da ópera do Bel Canto. Os maiores representantes dessa escola de canto foram is cimpositores Gioacchino Rossini, Gaetano Donizetti e vicenzo Bellini, mas também aparece em obras de Giuseppe Verdi, Gaetano Spontini, Giacomo Meyerbeer, Saverio Mercadante, Givanni Pacini e outros.
    O bel canto, durante muito tempo foi visto como uma escola que enfatizava, acima de tudo, o mero virtuosismo vocal, em detrimento do drama e do canto expressivo, o que fez com que o mesmo perdesse os aplausos de um público que, na época, era muito exigente
    No fim dos anos 40, no entanto, começou a haver um resgate das chamadas óperas belcantistas. Esta retomada do repertório de bel canto, porém, só deu uma guinada, com o trabalho impar de Maria Callas, no resgate de óperas como Ana Bolena de Gaetano Donizetti, e Arminda de Gioacchino Rosini. Além de trazer essas óperas novamente aos teatros, Callas ainda redescobriu o real valor dramático do bel canto, cuja base está no uso expressivo das cores vocais, do fraseado, e da coloratura. Há pessoas, no entanto, que menosprezam o trabalho de Callas, afirmando que ela era, basicamente, uma intérprete excelente, porém, vale lembrar que os valores do bel canto estavam longe de serem os mesmos de hoje, o reconhecimento que os executantes do bel canto têm atualmente deve-se, quase que exclusivamente, ao trabalho dela.
    É claro que o trabalho de Callas foi apenas o começo de todo o retorno do bel canto. Durante os anos 60 e 70 o trabalho de redescoberta continuou nas mãos, especialmente de Joan Shuterland, Montserrat Caballé, Leyla Gencer, Beverly Sill, Renata Scotto. Dentre as mezzo sopranos, também foi importante o trabalho de Marilyan Horne, parceira freqüente de Shuterland, bem como Tereza Berganza, Giulietta Simionato e, antes delas,Conchita Supervía, que resgatou operas rossinianas nos anos 20 e 30. Desde a década de 60, as óperas do bel canto foram voltando ao repertório, e hoje este é um dos estilos operísticos mais aclamados nas grandes casas de Ópera. As óperas mais famosas do bel canto, que jamais desapareceram por completo do repertório regular das casas de Ópera, são: Norma, La Sonnambula e I Puritani, de Bellini; Lucia di Lammermoor, L’Elisir d’Amore e Don Pasquale, de Donizzeti; e o Barbeiro de Sevilha, de Rossini.
    Hoje o bel canto tem uma visão mais abrangente de suas técnicas, o que provavelmente já existia desde o seu surgimento, mas agora são estudados com maior afinco. Atualmente, a base do bel canto reside na ênfase do controle da respiração, no aperfeiçoamento do legato, na precisão e flexibilidade da coloratura, na ausência de transições bruscas entre os registros, no controle sobre uma longa extensão vocal ( com um registro agudo bem desenvolvido e de fácil emissão) e na capacidade de construir a situação dramática pela própria linha melódica e pelos  tributos vocais. É uma técnica bastante difícil , e até hoje difícil de ser encontrada em sua perfeição.
    Sou apenas mais um entre muitos que buscam a perfeição nessa grande técnica. Lutemos, quem sabe não serão nossos nomes a aparecer na história do bel canto em blogs futuros.
    Enquanto isso eu continuo estudando e postando. E vocês espero que apreciando e comentando MUITO no meu blog.
    ATÉ A PROXIMA PESSOAL.
     

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

QUE O CHUVEIRO NÃO SE CALE


    Meu primeiro artigo entrando para o blog. E hoje vamos conversar sobre os cantores não tão profissionais.
    Quem aqui nunca cantou? Tenho certeza que todos já experimentaram cantar, nem que seja no chuveiro. E por falar em chuveiro, hoje vamos falar das peripecias desses profissionais do canto "chuveirístico".
    A gente está lá: água quentinha, lugar vazio, aquela acústica que só temos nos nossos "estúdios particulares", por que não soltar a voz e mostrar o cantor interior que todos temos?
    As pessoas geralmente escolhem as músicas mais agudas possíveis, fazendo aquela gritaria que acorda toda a vizinhança, mas achando que não tem ninguém ouvindo. O que os cantores chuveirísticos não entendem é como conseguem cantar essas músicas no chuveiro e não conseguem executá-las fora dele. É claro que um dos motivos é a timidez, mas há uma explicação bastante boa para isso e tem haver com a tecnica de canto que estudo com minha professora, Josianne Dal Pozzo, comprovando, assim, a veracidade da técnica.
    É muito interessante o quanto tentamos nos tornar verdadeiros cantores de ópera, quem aqui nunca arriscou cantar a Ária da Rainha da Noite, ou Funiculi Funicula, ou ainda aquela famosa ária de Carmen? O que não falta é interprete pra essas músicas e o que é incrível, algumas interpretações são bastante boas.
    Vou tentar contar o segredo do sucesso desses cantores chuveirísticos. A questão maior do canto é RELAXAMENTO, deve-se relazar a maioria dos músculos e trabalhar aqueles que, geralmente, não estamos acostumados, acredite, isso é bastante difícil quando planejado. Mas há uma forma de tornar tudo mais fácil: não planejando. A fala é perfeita e o canto deve ser apenas a fala cantada, então a dica do momento é: fale.
    O que acontece com os cantores de chuveiro é que por se tratar apenas de uma brincadeira eles deixam a "coisa rolar" e isso faz com que não haja tensões, possibilitando um canto razoável. É claro que o canto vai muito além disso, mas os cantores de chuveiro estão um passo mais perto de cantar de verdade do que muitos dos ditos "cantores profissionais".
    Então vamos lá: cantar e cantar. Sem cobrança, sem esforço, só de brincadeirinha, muitos bons cantores podem sair dessa brincadeira no chuveiro.
    Para encerrar trago duas dicas: a primeira é para os cantores chuveirísticos, continuem cantando no chuveiro, mas procurem um professor que possa ensinar a cantar direitinho que vocês poderão fazer um serviço bem melhor;  e a segunda para os cantores profissionais, por que não entrar na "onda" dos cantores chuveirísticos e começar a cantar nos chuveiros mundo a fora? A final de contas, pode ser que funcione pra gente também, sem contar que é um bom lugar pra ensaiar, falo por experiência propria, pois é claro que sou um cantor chuveirístico.

Por: Wanderlem Silva

terça-feira, 5 de outubro de 2010

OFICINA DE CANTO DA FAFIPAR (Faculdade de Ciências e Letras do Paraná)



    Não poderia deixar passar em branco essa apresentação.
    Aqui cantei na igreja São Benedito, interpretando a música de Waldemar Henrique, Exaltação.
    Nesse festival participei da oficina de canto, dirigido pela renomada soprano lírico Denise Sartori.
    Espero ter outras oportunidades como essa, excelente festival e excepcional professora.

VIOLINISTA

  
     Para aqueles que pensam que o canto sempre foi minha "praia" estão enganados, por pouco mais de dois anos eu me dediquei quase exclusivamente para o violino.
     Cheguei a tocar em casamentos, como é o caso da foto acima. Sem contar minhas participações nas orquestras de câmara e municipal.

domingo, 3 de outubro de 2010

CANTOR E REGENTE

    Para aqueles que ainda não sabem, além do trabalho que venho desenvolvendo como cantor lírico, atuo como regente de corais.
    Nessa foto estou regendo a turma de técnica vocal da Casa da Música "Brasílio Itibere" do ano de 2008. Esse foi o princípio do atual Coral Municipal. Vale lembrar que os arranjos também foram feitos por mim.
    Precisando de um regente? Entre em contato.

sábado, 2 de outubro de 2010

TUDO COMEÇA ASSIM...

    Todo grande artista tem que começar nos pequenos palcos e, para quebrar um pouco o tabú de que "santo de casa não faz milagre", comecei minha carreira cantando no evento "Noite dos Pianistas", na minha cidade natal: Paranaguá.
    Nesse evento todos os melhores pianistas da cidade se apresentaram. Tive o privilegio de assistir amigos meus tocando maravilhosamente bem, e um privilegio ainda maior de ser acompanhado pela minha irmã: Carolina Molina.
    A música aqui interpretada foi "An die Musik" de SCHUBERT.
    Que grande prazer poder dividir um pouco da minha música, do meu coração, da minha alma com um público que, espero podê-lo chamar assim, é muito meu.
   Obrigado a todos aqueles que estiveram presentes, dentro em breve teremos muitas outras apresentações, e a próxima já está marcada.