quinta-feira, 5 de abril de 2012

ELENCO LE NOZZE DI FIGARO

Josianne Dal Pozzo (Diretora Musical), Jocir Macedo (Pianista), Wanderlem Silva (Conde Almaviva), Alne Sampaio (Condessa Almaviva), Lucas Nery (Cherubino), Mariana Dec (Barbarina), José Luis Pires (Fígaro), Renata Bueno (Susanna) e Cristhyan Segala (Basílio)
    
 Este é o elenco da primeira recita da Le Nozze di Figaro, realizada no dia 04 de abril de 2012. Para mim, que sou o mais novo dos integrantes (digo na carreira de cantor erudito) sinto uma grande emoção e sensação de conquista.
     O elenco estava bem unido e ouso dizer que será um grande sucesso, aliás, já é um grande sucesso. Ainda vale lembrar que faremos mais uma recita no dia 06 de abril, no Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques). Outras recitas estão programadas: em maio na Capela Santa Maria, em julho em Paranaguá, etc.
     Nossos diretores ainda estão cogitando novos trabalhos. Mas esses ainda são surpresa, para todos nós.
     Aguardem mais notícias.

terça-feira, 3 de abril de 2012

PROGRAMAÇÃO DA PAIXÃO DE CRISTO


    A FUMCUL - Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá, está desenvolvendo um grande projeto que todos os anos, na semana da páscoa, nos faz viver experiências marcantes e inesquecíveis, A Paixão de Cristo.
    A Paixão de Cristo de Paranaguá deste ano está a cargo do ator e diretor Denilson Capetta. Com idéias inovadoras, a Paixão será um evento marcante, tanto pela construção cênica (figurinos, cenários, elenco), quanto pela lembrança do verdadeiro significado da páscoa.
    Vale o destaque especial para o figurino, diferente dos anos anteriores, este ano o figurino terá uma divisão entre a fantasia (anjos, arvores, etc); e a realidade (soldados, Jesus, Maria, figurantes), buscando usar tecidos e costuras de época. Uma grande pesquisa foi feita para que esse figurino elaborado pudesse levar o público para ainda mais próximo da realidade da Paixão.
    A música fica por conta do Núcleo de Ópera no dia 04 (quarta-feira) e da maestrina Marília Cavalari no dia 06 (sexta-feira). Trazendo um repertório que, além de euforia, causará reflexão, que é o maior objetivo do evento.
    A programação será a seguinte:
    04 de abril (20 hs) - Procissão de Encontro (em frente à Casa Cecy)
    06 de abril (20 hs) - Via Sacra (Praça 29 de Julho)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A INTERPRETAÇÃO

     A música é considerada a linguagem universal. Mas qual é o segredo que faz com que a obra de um compositor russo, como Tchaikovsky, viaje por quilômetros durante dois séculos e seja aclamada por uma platéia de jovens em uma comunidade pobre da America Central?
    Sabemos que a música é uma poderosa forma de comunicação. Mas o que, exatamente, ela comunica? A música não comunica coisa alguma. A música é um veículo de comunicação, não a finalidade em si. Ela, como todas as formas de arte, é um transporte usado para levar ao público uma grande mensagem de verdadeiro simbolismo universal. Mas qual é essa mensagem? A grande mensagem que a música carrega é a emoção de seu intérprete.
    Os sentimentos aproximam nossa interpretação musical de nossa própria história de vida. Então, criamos relações entre nossos sentimentos e algumas músicas ou trechos musicais. Na verdade, a interpretação é um processo de fusão do artista com a obra. Obra e artista revelam-se um ao outro ao longo da estrada e, neste intercâmbio, ambos são transformados. Através da obra, o artista se desenvolverá e desenvolverá a obra num processo de realimentação. O intérprete recriará a obra à sua própria imagem. O verdadeiro intérprete sempre será um criador.
     A interpretação é um longo caminho. O intérprete deve trabalhar para se livrar da obra como algo externo a si. Seu corpo não pode oferecer resistência a ela. Ele precisa incorporá-la. Então, ele deve trabalhar para superar os aspectos técnicos. Sua mente não deve se fechar nos aspectos formais e estilísticos. Assim, ele deve compreender e absorver estes conceitos de tal maneira que não lhe pareçam mais importantes. Quando isso acontecer, ele poderá se dedicar à grande mensagem que levará ao público. Deste modo, os sons, as palavras e os gestos serão como manifestações orgânicas e legítimas das experiências vividas durante a viagem.
     Mas o interprete não pode estar aprisionado em seus próprios sentimentos durante sua interpretação. O que o intérprete faz é prestar um depoimento emocionado sobre os sentimentos do personagem. Na arte, precisamos transcender nossa vivência particular. Sim, precisamos fazer contato com nossos sentimentos para, em seguida, nos distanciarmos deles. Só assim conseguiremos fazer contato com a emoção, uma das formas de expressão de nossa alma. Para muita gente, essa palavra pode remeter a uma conotação religiosa que a ligaria à barbárie, à opressão, à perseguição, à manipulação das massas, inadmissível depois de Marx. Mas, filosoficamente, a alma representa a parte espiritual do homem e se refere ao princípio que dá movimento a tudo o que é vivo. Mas na arte usamos esse termo o tempo todo e todo artista tem uma percepção clara da existência de sua alma porque ele faz contato constante com sua emoção. Essa é apenas uma palavra. Mas qual seria a melhor palavra para definir o estado de pré-transe que caracteriza todo processo criativo? Qual seria a melhor palavra para expressar o que se apodera do intérprete quando Nietzshe se refere a ele como um “médium da música através do qual o único Sujeito verdadeiramente existente celebra a sua redenção através da aparência”?  Sim, quando você está inspirado, fica tomado pela emoção. É ela que faz com que o artista tenha uma percepção clara de sua alma. Nada é tão humano quanto ela e nada, como ela, consegue nos redimir de nossa própria forma físico-mental. Ela nos leva a outra esfera de percepção e interpretação da obra e de nossa própria vida. A emoção é um estado de suspensão que pode nos fazer chorar ou sorrir, mas está muito alem dos julgamentos mentais que a classificariam como alegre ou triste.
    A emoção é anterior à forma. Por não ter forma nem julgamento, ela rompe as barreiras formadas pelo tempo, pelas discrepâncias ideológicas, pelas limitações culturais e diferenças sociais que poderiam aprisionar uma obra em sua construção formal. A emoção é libertadora e transcende a própria obra. Só ela pode atropelar a intelectualidade, penetrar em diferentes estados de ânimo provocados pelas circunstancialidades e particularidades de diferentes indivíduos e fazer a alma do artista se comunicar diretamente com a alma do público. Os grandes intérpretes não sentimentalizam as platéias, eles emocionam. O sentimentalismo é brega; a emoção é transcendente. Mas ninguém precisa se preocupar com isso. Brega e chique também são julgamentos particulares, circunstanciais e transitórios.

(Extraido do linvro "Música, Mente, Corpo e Alma - Interpretação: a Comunicação Através da Música, de Monique Aragão)

sábado, 31 de março de 2012

CORAL MUNICIPAL "BACURI"


    Este é o início de mais um dos meus projetos. Desde o ano passado venho tentando firmar um coral infanto-juvenil em Paranaguá. Antes com o Caraminholas e Caraminguás, e agora com o Bacuri.
    Com o apoio da FUMCUL (Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá) o Coral Municipal "Bacuri" promete muito. Com um repertório próprio para a idade dos integrantes e com aquela baguncinha que só criança consegue fazer (incluindo o regente Wanderlem Silva e o pianista Márcio Costa) o coral será, sem dúvidas, a maneira mais divertida de aprender música.
    Então, se você conhece alguém entre 07 e 15 anos, não esqueça de convidar para participar dessa festa.

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOLTANDO À ATIVA

Faz algum tempo que não posto no meu blog, mas acho que já está na hora de recomeçar.
Infelizmente estou com pouco tempo disponível, mas felizmente são boas coisas que tomam meu tempo. Um bom exemplo é que nessa semana, no dia 04/04 (quarta-feira) e 06/04 (sexta-feira) estarei participando da ópera Le Nozze di Fígaro. Estarei interpretando o Conde D'Almaviva, posteriormente falarei da experiência de interpretar esse personagem.

http://festivaldecuritiba.com.br/espetaculos/ver/147/Opera_Popular_La_Boheme_de_Puccini

domingo, 11 de setembro de 2011

REPORTÁGEM DA FOLHA DO LITORAL DO DIA 26 DE JULHO DE 2011

MÚSICALIZAÇÃO DE VERSOS EMOCIONOU O PÚBLICO

O recital "Amélia" resgatou as obras da poetisa parnanguara Julia da Costa, um dos grandes nomes da literatura paranaense. A apresentação aconteceu neste fical de semana, no auditório da Casa Cecy, envolvendo o pianista Rodrigo Fernandes e o cantor lírico Wanderlem Silva. O programa enfocou novas compossições (poemas de Julia da Costa musicalizados).
Os músicos, revelados nas oficinas da Fundação Municipal de Cultura, atualmente são acadêmicos da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) e vêm se destacando no cenário da música erudita paranaense. De acordo com Wanderlem, os compositores e poetas brasileiros encontram em sua volta uma diversidade tão grande de possiblidades, que muitas vezes colocam em sua arte a regionalidade cultural.
"Em todos vemos as características peculiares do povo e da história. E o litoral parananese tambem tem sua cultura desenvolvida de forma reginal, valorizando seu povo, sua história e seus costumes. Não somos apenas o berço geográfico do Paraná, somos tambem o berço cultural. Grandes artistas da nossa terra fazem da nossa cidade o lugar cultural que vemos. Poetas, pintores, compositores, interpretes, compõe a galeria dos grandes artistas parnanguaras", explanou o musico durante a abertura do recital.
O música enfatizou ainda que Paranaguá sente orgulho de seus poetas: "Qual parnanguara não se envaidece de dizer que é conterrâneo de Julia da Costa e Fernando Amaro? Mas será que esses poetas se orgulhariam e se sentiriam honrados de saber o valor que damos a eles? Como parnaguaras, temos o dever de manter viva a chama desses poetas, para que jamais se percam entre páginas de livros as obras das quais sentimos tanto orgulho", completou;
Para isso foi realizado um recital considerado inovador por pessoas que acompanham os movimentos cuturais em Paranaguá a lonfa data, com oa poetisa Lucy Tavares. Através da musicalização dos versos da musicalização dos versos de Julia da Costa com composições de Rodrigo Fernandes e interpretação de Wanderlem Silva o recital "Amélia" atingiu seus propósitos, levnado a emoção ao público.
"Com o piano e ainterpretação refazendo sentimentos de orgulho, pudemos mostrar as músicas 'Uma Página ao Coração', 'Queixumes' e, dedicada à saudosa Adélia Barros, pianista e incentivadora da cultura, a música que entitula o recital: 'Amélia'", finalizou Rodrigo Fernandes.
Wanderlem Silva, 23 anos, natural de Paranaguá, inciou seus estudos de música com a irmã Carolina Molina, começou a estudar canto na Casa da Música Brasílio Itiberê. Aluno do curso superior de canto lírico na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).
Rodrigo Fernandes, 20 anos, natural de Curitiba, iniciou seus estudos no piano de forma autodidata, estou na Casa da Música Brasílio Itiberê. Ele é aluno do curso de Composição e Regência da EMBAP.


Por Christian Barbosa

1º Lugar no Concurso de Melhor Interprete da MPB da Prefeitura de Paranaguá


Wanderlem Silva foi o vencedor do Concurso "Melhor Interprete da Música Popular Brasileira de Paranaguá", realizado na noite de quinta-feira no museu. Na final, foram 14 concorrentes e Wanderlem cantou "Como Nossos Pais" de Belchior, emocionando a platéia. O alto nível dos intérpretes deixou o festival mais acirrado, comprovando o talento do jovem que vem despontando no cenário artístico nos últimos meses. O músico agradece à organização pela iniciativa.

(Retirado do Jornal "Folha do Litoral" do dia 21 de agosto de 2011, coluna "Coisas Nossas", por Christian Barbosa)